Mudança

Amigos, amigas. Mudei de casa e prometo ficar por lá dessa vez. Eis o link do meu blog. Vou linkar todos vocês lá.

Beijos e grato pela paciência infinita comigo.

 

http://minhasamenidades.blogspot.com/


Escrito por AbSinto às17h24 [ ] [ envie esta mensagem ]



???

Sabe, conheci muitos tipos de gente em toda a minha vida.

Mas algumas me são particularmente exóticas, e eu realmente não as entendo.

Essas mesmas que alardeiam aos sete ventos que procuram um amor verdadeiro, uma paixão arrebatadora e descrevem, em belos textos, como sentem falta de carinho, de atenção, de presença e tantas outras coisas que são inerentes á um relacionamento.

Mas me parece que algumas dessas pessoas que conheci não se importam muito se o cara pelo qual estão apaixonadas é um canalha-galinha-falso-e-mentiroso.

Nem se importam se ele é um doente-colecionador-de-bucetas.

Elas simplesmente dão pro cara, se entregam em nome de uma paixão cega.

Como entender isso?

Será que elas pensam que o cara vai se apaixonar, se casar e viver com elas?

São tão idiotas assim essas moças que conheci?

Ou elas simplesmente procuram sexo sem se importar se o cara é ou não um michê?

Sim, elas podem fazer o que quiserem de suas vidas, porém apenas não as entendo, só isso.

Enfim...Essas respostas eu jamais terei. Só sei de mim e do que EU busco.

E busco uma companheira pra dividir a minha vida. Pra ser só dela e ela só minha.

Simples e objetivo.

 

 

 


Escrito por AbSinto às15h58 [ ] [ envie esta mensagem ]



Desde sempre, e pra sempre

 

Quando ela se perde, eu lhe mostro mapas.

Quando ela se zanga, eu lhe ofereço serenidade.

Quando ela se afasta, eu me aproximo.

Quando ela diz não sentir mais nada, eu sinto por nós dois.

 

Quando ela tem medo, eu lhe dou minha coragem.

Quando ela me ofende, eu sou paciente.

Quando ela me bate, eu acaricio seu rosto.

Quando ela sente-se só, eu lhe faço companhia.

 

Quando ela chora, eu a aninho em meus braços.

Quando ela demora, eu a espero.

Quando ela se cala, eu lhe conto uma história.

Quando ela não me quer, eu seguro suas mãos.  

 

Quando ela diz não me amar, eu lhe mostro nosso amor.

Quando ela está cega, eu abro seus olhos.

Quando ela precisar de mim, eu estarei sempre aqui.

Porque a amo desde quando nasci.

 

 

 


Escrito por AbSinto às20h06 [ ] [ envie esta mensagem ]



Despertando-me

 

Numa dessas madrugadas geladas, assisti um daqueles filmes antigos. Esses que ninguém mais se interessa.

O filme era um tanto violento, com mortes, assassinatos e sangue por todos os lados.

Porém, em uma cena do filme, o assassino sentou-se em frente á um velho piano e, para minha surpresa, tocou Moonlight Sonata de Beethoven...

 

Foi um momento mágico pra mim. Fazia muito tempo que não ouvia essa música, e fiquei ali, deitado em minha cama absolutamente encantado.

Assim que ele terminou de tocar e decidiu voltar aos seus assassinatos noturnos, eu desliguei a tv e liguei meu computador.

Baixei essa música e, ás 2:30 da manhã, a ouvi em todos os seus detalhes e nuances.

 

Fiquei ali, sentado em frente ao computador, coberto e com os olhos fechados...Em silêncio absoluto.

Cada nota me envolvia de uma forma diferente, cada contraponto me elevava ainda mais...

A melodia exata e precisa mantinha-me em sintonia com algo que denomino cosmos.

Costumo dizer que certas músicas são “cósmicas”, porque elas tem o poder de nos transportar para uma dimensão que, quando despertos não podemos ir.

 

Desliguei meus pensamentos, esqueci minha solidão, esqueci minhas dores, minhas frustrações meus medos, esqueci as perdas, os encontros e desencontros. Esqueci as despedidas e as tristezas inerentes á qualquer pessoa.

Esqueci que chorei, que soquei a parede do quarto, que me desesperei.

Esqueci que joguei aquele copo no chão com todas as minhas forças e o estilhacei em milhões de pedacinhos, apenas para ficar mais parecido com o meu coração naquele momento...

 

Esqueci das madrugadas em claro, sentado naquele meu velho sofá.

Dos meus dias de espera, de esperança de que aquilo tudo não fosse apenas mais um pesadelo e que acordaria no dia seguinte com tudo resolvido e esclarecido.

 

Beethoven continuava a tocar em meus fones, e eu continuava ali sentado, aquecido por suas notas mágicas e sublimes.

Foi quando um pensamento, uma frase de um grande poeta, me ocorreu...

“Sonhar é acordar-se para dentro”

 

Foi quando decidi acordar-me, e sonhar...

E naquele momento tão meu, ninguém, nem sofrimento nenhum pôde despertar-me de mim.

 

 

 

 

 


Escrito por AbSinto às23h03 [ ] [ envie esta mensagem ]



Wave

 

As ondas do mar me ensinam que a vida é cíclica.

Que vivo momentos crescentes, intensos, minguantes que quebram na areia, tornando-se leves memórias de espuma salgada.

E logo atrás outra onda que nasce, avoluma-se em água e poder, avança sobre a praia maior e veloz para, mais uma vez, tornar-se espuma e vapor.

Mas sei que essas ondas, ou ciclos mutáveis, são parte de um único amor, de uma única história.

Que surge em mar sereno, embola em marola suave e, aos poucos, traça o desenho de um sorriso infinito por toda a extensão de minha orla deserta.

Quebrando na areia as rochas que ainda precisam ser grãos.

E trazendo do mar os tesouros que sinto.

 

 

 


Escrito por AbSinto às12h57 [ ] [ envie esta mensagem ]



P                    E                      L                     E

 

Cada centímetro de seu corpo.

Cada poro em sua pele, cada gota de suor.

Desejo cada curva sinuosa.

E suas esquinas.

 

Cada pêlo, cada veludo e todos os fios de cabelo.

Cada dobra, cada volume.

Desejo cada uma de suas montanhas.

E seus cumes.

 

Cada olhar, todo o brilho.

Cada sorriso, sua boca, seu sabor.

Desejo seus sussurros, arrepios.

E seu gozo.

 

                                              


Escrito por AbSinto às18h46 [ ] [ envie esta mensagem ]



Finalmente chegara o dia da tão aguardada operação.

Jú deitado, e já vestindo a odiosa camisola aberta atrás, via a maca com rodas se aproximar de seu leito para levá-lo á sala de operações.

 

A enfermeira gorda e sempre carrancuda lhe dá um comprimido azul – É para você ficar calminho – diz com voz rouca.

Jú engole a pílula com um gole de água e é colocado na maca com rodas.

Enquanto é levado pelos corredores do hospital, observa as luminárias de luz fria passando por sua cabeça como flechas brancas – Perece mesmo como nos filmes – pensa consigo.

 

As duas enfermeiras, a gorda carrancuda e uma mais magrinha e sorridente, empurram a maca até a sala de operações e colocam Jú sentado, cuidadosamente, na mesa operatória.

Na sala um médico, com ar professoral, e mais duas enfermeiras muito atarefadas em organizar alguns objetos reluzentes em uma bandeja de aço.

 

Jú se encanta com a linda luminária sobre a mesa de operações – Parece um disco voador, que demais.

A enfermeira carrancuda pede para que Jú mantenha-se quietinho enquanto alguém lhe aplicaria uma anestesia em sua coluna – Não dói nada viu? Não se mexa – a voz é estranha para Jú – Deve ser a anestesista.

Ele sente uma picada profunda em suas costas e algum líquido espesso serpenteando entre suas vértebras.

_Pode deitar agora. – diz a voz estranha.

 

Jú está muito mais calmo do que supunha - A pílula azul deve ter funcionado - deita e continua maravilhado com a luminária em formato de disco voador sobre a cama.

Segundos depois ele apaga como uma vela, e dorme profundamente.

Acorda já em seu quarto, deitado em seu leito e sentindo muitas dores na região operada.

 

A enfermeira gorda e carrancuda está ao seu lado aplicando alguma injeção em um tubo de soro que estava em um suporte metálico á sua esquerda.

A mangueirinha de soro, presa em seu braço com esparadrapos brancos, levava uma terrível agulha espetada na veia do antebraço.

_A senhora pode tirar essa agulha de meu braço? – balbucia semi consciente.

_Nada disso rapazinho. Você precisa desse remédio para evitar infecções.

A dor da agulha em seu braço o incomodava mais do que os pontos em sua barriga.

Jú fecha os olhos, completamente zonzo, e apaga de novo.

 

Dias depois, já completamente recuperado, Jú conta aos seus amigos, triunfante e entre muitos gestos e rodopios, como foi abduzido por um terrível disco voador azul, pilotado por uma extra terrestre gorda e feia, depois de ser atingido por flechas brancas reluzentes e espetado com uma agulha incandescente bem no braço – Ta aqui ó! Só ver a marca! – estendia o braço orgulhoso de sua aventura sideral.

 

 

 


Escrito por AbSinto às16h44 [ ] [ envie esta mensagem ]



Sobre porcentagens, medidas atômicas e opiniões alheias

 

Jamais fui metade em relacionamento nenhum em que me meto.

Nunca meu amor ou carinho foi dividido em porções ou porcentagens.

Talvez eu leve um certo tempo para abrandar e esquecer um grande amor passado, e isso é absolutamente normal e natural.

Sofro sim quando termina um namoro, quem não sofre?

Perco o sono, o apetite o ânimo e o brilho em meus olhos.

Como um viajante perdido na selva, perco meu norte, mas procuro me guiar pelas estrelas e retomar o caminho de casa.

Penso, muitas vezes, em voltar aos braços de quem foi minha mas, á cada “não”, eu me afasto mais e mais até sumir entre as árvores, pra nunca mais voltar.

Normalmente, as pessoas procuram a solidão nesses momentos, eu procuro companhia. Não para que tapem algum buraco em mim ou que curem minhas feridas ou mesmo que sirvam de amparo ou muletas.

Esse absolutamente não é meu estilo.

Quando procuro a companhia de alguém é porque preciso enxergar a situação por outro prisma. Olhar seus mapas e verificar se estou, ou não, no caminho certo.

Isso não é “depender” de ninguém, isso significa saber ouvir e acatar os conselhos que me parecem sábios. Muitos deles o são, outros não me servem.

Em momento nenhum eu usaria outra pessoa para servir de “consolação” ás minhas percas ou mágoas. Isso seria uma atitude covarde, e covarde é algo que não sei ser.

Só tenho medo de baratas.

Sempre lidei com a opinião das pessoas com muita paciência e compreensão, mas chega uma hora em que minha paciência simplesmente se esgota, e as deixo pensar o que quiserem pensar á meu respeito. Não digo mais nada e nem procuro mais convencê-las de que estão erradas.

Eles criam uma imagem de mim que lhes cabe, eu as deixo com essa certeza e me afasto.

Pra nunca mais voltar.

 

 

 


Escrito por AbSinto às14h05 [ ] [ envie esta mensagem ]



As palavras que ainda me restam

 

Não, as palavras não são suficientes para demonstrar a intensidade de um amor.

Todos os alfabetos, em grego ou troiano, todas os dialetos, mesmo os mortos, todos os hieróglifos ou papiros de Alexandria não seriam suficientes pra dizer o quanto a amo.

Como colocar no papel sentimento tão complexo, tão verdadeiro?

Como medir, em simples palavras, um amor tão incomensurável?

Nada mais pode ser dito, nenhuma frase, nenhuma palavra, nenhuma letra, nem aquela que inicia seu nome doce.

Escrevi todas as declarações de amor do universo, recorri aos poetas, saltimbancos e amantes.

Mostrei toda a beleza que ainda reside em meu coração, de todas as formas que me foram possíveis, e permitidas por todos os anjos que nos auxiliam.

Com todas as palavras que ainda me restam.

Enviei todos os meus pensamentos e energias azuis e prateadas á você.

Nem mesmo assim entende.

Estive e estou com você toda vez que deita, beijo seu rosto suave enquanto dorme, e fico ao seu lado guardando seu sono.

Nenhuma palavra mais seria capaz de mostrar á você o quanto te amo.

Tudo o que posso fazer é esperar. E observar no horizonte seu navio se aproximar, mais uma vez, de nosso porto seguro.

De onde você jamais deveria ter partido, pois é nosso lugar.

Nosso amor é nosso refúgio e nosso cais.

Meu lugar é ao seu lado, e o seu em meu coração.

 

 


Escrito por AbSinto às18h05 [ ] [ envie esta mensagem ]



Pipocas

O que eu quero é muito simples...

Porém nada banal.

 

Assistir tv com você, cobertos com o mesmo edredom, e nossas pernas serpenteando em um roçar suave.

Encostados na mesma almofada, dividindo a mesma vasilha de pipocas entre tragadas do mesmo cigarro.

 

Rirmos das bobagens televisivas, trocarmos carícias ocasionais, olhares cúmplices e beijos salgados.

 

Só quero estar com você ali, no escuro de nosso quarto, pintados de azul pela tela iluminada.

E nossos olhos refletindo as cores de um filme qualquer.

 

Cabelos emaranhados, braços entrelaçados, mãos carinhosas, corpos grudados...

A mesma respiração, a mesma explosão de riso e choro, o mesmo pulsar de um único e eterno amor.

 

O que eu quero é muito simples...

Tudo o que quero é dividir minha vida com você e, assim, torná-la de uma vez por todas completa.

E nunca mais me sentir uma metade de algo que me faltava.

Você...

 

É tudo o que eu quero.

 

 


Escrito por AbSinto às13h08 [ ] [ envie esta mensagem ]



 

Tudo o que eu preciso hoje é de paz...

 

Sinto-me como um soldado que volta do front em frangalhos.

Estou muito ferido, deitado em uma maca imunda de lona negra.

Não quero mais guerras, não quero mais tiros nem fogos.

Não quero mais brigas, não quero invadir nem ser invadido.

 

A munição de minha arma terminou, não tenho mais balas de prata ou de chumbo.

Meus tímpanos estão doloridos após ouvir tantas explosões ao redor.

Meu uniforme verde está ensangüentado, meu capacete amassado, meu cantil vazio.

 

Quero apenas sentar sob a sombra de uma árvore e descansar.

Quero ouvir sua voz, e não mais gritos de desespero e dor.

Não posso mais voltar aquela batalha sangrenta. Não tenho mais forças.

Minhas pernas estão paralisadas, e meu corpo profundamente atingido imóvel, sangra...

 

Onde está você, minha paz? Venha me resgatar desse front.

Leve-me para o aconchego de seus braços. Cure-me com a ternura de seus beijos.

Sopre em minha boca o ar que não tenho. Faça de seu corpo minha coberta.

Mostre-me que ainda existe, e que ainda posso contar com você.

Sobretudo nos momentos mais frios, quando estou mais frágil e só.

 

Tudo o que eu preciso hoje é de você...

 

 

 

 

 

 

 

 


Escrito por AbSinto às19h37 [ ] [ envie esta mensagem ]



Breve descrição de um sentimento lacônico

(Sentado em uma rede branca na varanda, observo as montanhas gramadas bem próximas de casa. Um caderno em meu colo, caneta azul em minha mão direita. Meus pensamentos em contato comigo. Uma brisa suave acaricia meu rosto, fecho os olhos, suspiro. Pássaros brincam no ar, dia de sol. Vejo o papel em branco, escrevo.)

 

Sempre gostei muito de textos descritivos.

Escrevo muitos textos com essa característica. Descrevendo cenas, objetos, pessoas ou sentimentos.

Porém, ultimamente, um forte sentimento tem me tirado o sono, a fome e o ânimo.

E esse sentimento tem se mostrado mais poderoso do que de costume (sim, eu já o conhecia).

Embora eu procure usar de toda a minha experiência ou subterfúgios para pelo menos abrandá-lo, ele retorna e explode em mim ainda mais furioso.

Como ondas quebrando em rochedos.

E não sei como descrever esse sentimento.

Não creio que o mais descritivo e detalhista dos textos seria o suficiente para mostrá-lo em toda a sua intensidade.

Mas lembrei-me de três letras que, sem dúvida, o resume com perfeição.

Porque já o venho sentindo á um bom tempo, e com cada vez mais intensidade, e nada sinaliza que eu vá deixar de senti-lo tão breve.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Dor

 

 


Escrito por AbSinto às14h11 [ ] [ envie esta mensagem ]



Anjinho

9 de fevereiro de 2007.

Á três anos atrás nascia um anjo, seu nome João.

Um desse anjos iluminados, abençoados, que vêm á Terra apenas para trazer alegrias e satisfações á todos nós.

Um menino talentoso, um músico nato, um pianista de mãozinha cheia.

De beleza deslumbrante e sorrisos infinitos.

Frágil como os anjos são, asas no lugar dos braços e um foco de luz em seus minúsculos olhos de bebê.

O amor materializado.

A esperança real, o encanto eterno.

Hoje o pequeno João faz aniversário, e entre bolos, brigadeiros e bexigas, flutuam mais anjos, aqueles que sempre estiveram ao seu lado, anjos de luz como ele, e vieram para comemorar, para festejar com ele um dia realmente especial, único e que jamais vai se repetir.

Me junto á eles, apenas em pensamento, para festejar também, e te abraçar e beijar sua face doce.

Segundo a numerologia, o número 3 significa a expansão, a expressão, a comunicação, a sociabilidade e a criatividade.

Portanto, anjinho, pega lá seu piano novo e trate de deixar sua mãe maluca com seus belos concertos matinais e noturnos.

Expresesse, crie, cresça, porque seu destino e missão é fazê-la muito feliz, como sempre fez desde que veio ao mundo no dia 9 de fevereiro de 2004.

Parabéns, anjinho. Muitos outros anos ainda virão, espero estar aqui para beijá-lo em todos eles.

 

 

 


Escrito por AbSinto às17h59 [ ] [ envie esta mensagem ]



 

A verdade

 

Se eu sinto, escrevo.

Se não sinto, escrevo também...

Mas coloco no papel em branco o que se passa em minhas sete cabeças de fogo.

O que quero e o que não quero.

O que eu faço e o que eu jamais faria.

Me exponho, abro meu livro para que todos leiam.

Alguns dizem gostar, outros apontam meus erros. E aprendo...

Não costumo jogar com as palavras, elas que jogam comigo.

Não sou refém da escrita, muito menos da poesia que, pra mim, não passa de uma estranha.

Apenas escrevo o que minha alma dita. E ela não mente, ela voa.

Ofereço, á quem devo oferecer, toda a beleza que existe em mim. Ofereço minha verdade, meus sonhos e pesadelos.

Mas sonho nenhum deve ser sonhado só. Sonhos jamais serão monólogos com nada e ninguém.

Sonhar é partilha, escrever é entrega.

Muitas vezes me perco em florestas de papel, e não existem trilhas de cigarros me conduzindo á casa de nenhuma estranha.

Mesmo perdido, sei qual meu norte. E o sigo fielmente. Para não me perder em caminhos que não me levarão á lugar nenhum. Apenas á mais escuridão e sofrimento.

Ás vezes minha estrela se esconde entre nuvens escuras, então paro, aguardo sentado em uma rocha, e escrevo.

Sei que ela vai se mostrar mais uma vez, e juntos vamos seguir adiante, até o arco íris que nós dois pintamos com nossos lápis de cera.

Atrás daquelas montanhas que esculpimos com massinhas coloridas entre beijos silvestres e gozos noturnos.

 


Escrito por AbSinto às13h28 [ ] [ envie esta mensagem ]



 

Oxigênio

 

Esse ar, esse oxigênio de que tanto precisas pra viver, é exatamente o mesmo que preciso.

Com o mesmo perfume, as mesmas cores e o mesmo sabor.

Interessante isso, pois sei que muita gente quer exatamente o mesmo, muitas buscam um amor verdadeiro para, simplesmente, sentirem-se felizes, completas. Sentirem-se em paz, inteiras, vivas.

E buscam isso com avidez, com sede e falta de ar.

Como peixes em busca de oxigênio nas bordas de um rio poluído.

 

Algumas encontram, outras passam a vida toda apenas procurando e morrem sem amar de verdade, morrem sem ar.

Morrem sem experimentar algo tão raro, porém tão abundante pra quem não é cego, um amor de verdade.

Existe outra categoria de gente, aquelas que mesmo encontrando seu amor verdadeiro o repele, o afasta como uma praga, ou começa a enxergar todos os defeitos e monstros do mundo nesse amor.

Medo? Talvez...Mas, prefiro nomear isso como “não dar uma chance pra si próprio”.

 

Os que encontram e sabem como valorizar isso, apesar de todos os pesares, acabam por perceber que seu sonho é real. Percebem que, apesar de qualquer temor ou obstáculos ou diferenças ou mesmo opiniões contraditórias sobre A ou B, o que ela encontrou é mesmo tudo o que sempre sonhou.

E, com ele, constrói um castelo instransponível.

E mesmo que o mais terrível dos furacões derrube alguns de seus muros, vão juntos recolocar tudo no lugar, pedra á pedra.

Porque sabem que ali é o lugar onde devem estar.

Chamo isso de “cumplicidade”.

E, dependendo da situação, se o furacão for mesmo arrasador, podem chamar isso também de “incondicionalidade”.

 

Portanto, façamos assim: Vamos respirar juntos esse oxigênio que encontramos, é o que você quer e o que eu sempre quis. Façamos isso á partir de agora.

Sem medos, sem monstros e sem mais discussões.

E, de preferência boca á boca.

Porque o seu ar, vem de mim pra você, e o meu ar, vem de você pra mim.

 

 

 

 


Escrito por AbSinto às16h37 [ ] [ envie esta mensagem ]




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